O Poderoso Chefão Part II (1974)
País: USA, 202 minutos
Titulo Original: The Godfather: Part II
Diretor(s): Francis Ford Coppola
Gênero(s): Crime, Drama
Legendas: Português,Inglês, Espanhol
Tipo de Mídia: Cópia Digital
Tela: 16:9 Widescreen
Resolução: 1280 x 720, 1920 x 1080










DOWNLOAD DO FILME E LEGENDA
PRÊMIOS
Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood, EUA
Oscar de Melhor Direção (Francis Ford Coppola)
Oscar de Melhor Filme (Francis Ford Coppola)
Oscar de Melhor Roteiro Adaptado (Francis Ford Coppola, Mario Puzo )
Oscar de Melhor Direção de Arte - Decoração de Cenários (Dean Tavoularis, Angelo Graham, George Nelson )
Oscar de Melhor Trilha Sonora Original de um Drama (Nino Rota, Carmine Coppola)
Oscar de Melhor Ator Coadjuvante (Robert De Niro)
Grêmio dos Diretores da América
Prêmio por Direção Excepcional (Francis Ford Coppola)
Grêmio dos Roteiristas da América
Prêmio de Melhor Drama adaptado de material previamente publicado (Francis Ford Coppola, Mario Puzo)
INDICAÇÕES
Academia de Artes Cinematográficas de Hollywood, EUA
Oscar de Melhor Ator (Al Pacino)
Oscar de Melhor Ator Coadjuvante (Michael V. Gazzo)
Oscar de Melhor Ator Coadjuvante (Lee Strasberg)
Oscar de Melhor Figurino (Theadora Van Runkle)
Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante (Talia Shire)
Academia Britânica de Cinema e Televisão, Inglaterra
Prêmio Anthony Asquith de Melhor Música (Nino Rota)
Prêmio de Melhor Edição (Peter Zinner, Barry Malkin, Richard Marks )
Prêmio de Melhor Revelação Masculina (Robert De Niro)
Prêmios Globo de Ouro, EUA
Prêmio de Melhor Filme - Drama
Prêmio de Melhor Roteiro (Francis Ford Coppola, Mario Puzo)
Prêmio de Melhor Direção (Francis Ford Coppola)
Prêmio de Melhor Ator em um Drama (Al Pacino)
Prêmio de Melhor Trilha Sonora Original (Nino Rota)
Prêmio de Melhor Revelação Masculina (Lee Strasberg)
Círculo dos Críticos de Cinema de Nova York, EUA
Prêmio de Melhor Filme
Prêmio de Melhor Direção (Francis Ford Coppola)
Prêmio de Melhor Ator Coadjuvante (Lee Strasberg)
Prêmio de Melhor Ator Coadjuvante (Robert De Niro)
Sinopse: A história começa alguns anos depois do ponto em que a primeira parte termina. Michael (Al Pacino) é um Don temido e respeitado, que tenta seguir os passos do pai e fazer com que os negócios da família saiam da clandestinidade e se adequem à legalidade. Para isso, seus esforços se concentram em conquistar a costa leste dos EUA, abandonar o contrabando e controlar de vez os cassinos de Las Vegas.
Em paralelo a narrativa de Michael, temos a origem de seu pai, Vito Andolini, mais tarde conhecido como Don Vito Corleone. Desde criança na Sicília até o início de seu império na charmosa Nova York do começo do século XX. Ou seja, o filme vai e vem no tempo. Ora mostrando a realidade de Michael, ora revelando as origens de seu pai.
Essa premissa de traçar um paralelo temporal entre pai e filho, mostrando a ascensão tanto de um quanto de outro, consegue estabelecer uma excelente análise filosófica sobre a relação que há entre as escolhas de um sobre o outro. Enquanto Vito Corleone (Robert De Niro), movido pelo amor a família recém iniciada, faz seu negócio crescer com base no jogo de cintura e em pontuais demonstrações de poder; Michael encontra na força e da intimidação constante a melhor forma de manter as coisas sob "controle" e assim preservar o nome da família, a memória de seu pai e a segurança de sua mulher e filhos.
E é exatamente nesse ponto que observamos o filho cometer os erros que o pai evitou. Michael se move muito mais pela obstinação cega do dever para com o passado do que pelo anseio de construir algo sólido para o futuro. Ele quer terminar o que o pai começou. Isso se torna perfeitamente nítido na medida que o filme avança e as histórias vão se entrelaçando.
Enquanto enfrenta o ódio de outras famiglias e a perseguição do senado que busca de todas as formas exterminar o poder paralelo que a máfia representa, Michael não percebe que o motivo que, no discurso, usa como justificativa para suas questionáveis ações, vai escorrendo entre seus dedos. O que seria? Sim, sua família.
Esse é um dos melhores conflitos do filme, por sinal. Mais do que as ferozes discussões entre os advogados de Michael e os políticos que o perseguem; mais do que os tiros que são trocados entre seus generais; as "batalhas" protagonizadas por sua família são o centro da trama. Mas para isso é necessário não apenas citar, mas aplaudir a atuação de Diane Keaton como a esposa, Kay Corleone.
O espaço que lhe faltava no episódio anterior, lhe sobra dessa vez. E não o desperdiça. Revelando as nuances presentes em uma mulher deixada de lado, Keaton nos conquista através da construção das fases que o término de um casamento passa. Começa fiel ao marido, mas à medida em que ele vai se perdendo dentro do mundo da máfia, os esforços que protagoniza se exaurem, assim como o amor que um dia teve por aquele homem.
A origem de Vito Corleone é assombrosamente genial. A reconstrução daquele período histórico, tanto na Sicília quanto em Nova York, traz um forte ar poético a película. Unindo isso ao clima de ópera que o original já possuía, o resultado é uma magnífica pintura cultural e social – méritos do diretor de fotografia Gordon Willis que, assim como em seu antecessor, consegue, com uma luz quase teatral, retratar assertivamente o tenso ambiente da história.
Mas o sucesso dessa narrativa, fora a construção única de Coppola, se deve à brilhante atuação de Robert De Niro. Ele consegue reconstruir os trejeitos popularizados por Marlon Brando e aprofundar ainda mais o personagem – é claro, o roteiro foi fundamental para isso, mas o ator está tão bem que levou o Oscar de Coadjuvante naquele ano.
As duas narrativas, enquanto caminham e revelam o destino que seus protagonistas terão, vão também fechando essa excelente avaliação sobre herança familiar. Na vida de Michael tudo dá errado. As escolhas que faz – sem mais spoilers; assista ao filme, por favor – o conduzem a um caminho de culpa e solidão. Já com Vito, por sua vez, temos uma linda cena da família reunida na sala de jantar à sua espera.
Por mais que o filho tenha se esforçado, ele não é como Don Corleone. A sobreposição que nos tira da sala escura dele e nos leva ao alegre jantar paterno surge como uma lembrança, uma reflexão, a compreensão de que falhou em sua missão. Não se tornou o homem que o pai sonhou que fosse.
O Poderoso Chefão: Parte 2 consegue o impossível: superar seu antecessor com um texto coeso, atuações inspiradíssimas e uma excelente direção. Disfarçado como um filme sobre a máfia, na verdade o que vemos é um estudo sobre as complexidades familiares. Definitivamente, é o melhor trabalho de Coppola. E, com toda a certeza, um dos melhores da história do cinema.
Elenco: